• 23 de agosto de 2026 11:39

Centro Covid relata que está no pior momento da pandemia

ByRafaela Andrighi

mar 3, 2021
TaquaraCentro Covid relata que está no pior momento da pandemia
Taquara
Centro Covid relata que está no pior momento da pandemia

Não vamos conseguir salvar todas as vidas” comenta Ana, secretária de Saúde

Com o aumento dos casos, os serviços do Centro Municipal de Covid de Taquara ultrapassaram o seu próprio recorde diário.

No dia 2 de março (terça-feira), foram registradas 238 acolhimentos, dia com o maior número de atendimentos até o momento.

Anteriormente o maior movimento foi registrado na segunda-feira (1º) onde neste dia receberam tratamento 209 pacientes com suspeita de Covid-19.

Em pedido à comunidade, na manhã desta quarta-feira (3), Ana Maria Rodrigues, diretora da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Taquara, afirmou estar preocupada com os casos ativos e óbitos do vírus registrados no município, o número de pessoas está preocupando a administração que afirma que não está dando conta de tanto atendimentos.

“A velocidade desta nova variante do vírus que está circulando é cinco vezes maior do que a Covid que circulou no ano passado. O agravamento do quadro evolui rapidamente. Anteriormente tínhamos o paciente idoso, com comorbidades sendo atingido, hoje inclusive temos 380% de aumento no RS da ocupação de leitos de UTI com pacientes entre 18 e 30 anos. Então é um paciente jovem que não tem comorbidades e que evolui rapidamente para o uso do oxigênio e intubação”, afirma Ana.

Os números da Taquara indicam e confirmam as palavras de profissionais e técnicos de saúde até ontem (2) na última atualização registrada no edital da Covid, 185 pessoas estão ativas e 117 pessoas suspeitas aguardam resultado. Em Taquara, foi confirmado que 70 pessoas morreram em decorrência de complicações da doença. Se analisarmos, o dia 25 de fevereiro, houve 69 casos ativos e 65 óbitos, e em cinco dias houve 116 doenças ativas e 5 óbitos.

“Nossos movimentos hoje, enquanto Secretaria Municipal de Saúde, é para salvar vidas. E o mais importante de tudo é dizer que as pessoas não estão morrendo aqui em Taquara por falta de atendimento, estão morrendo tendo oxigênio, sendo entubadas. Estão morrendo porque a agressividade do vírus no sistema respiratório imunológico das pessoas jovens está sendo muito maior. Não vamos conseguir salvar todas as vidas, precisamos que as pessoas nos ajudem”, afirma Ana reiterando: “Precisamos reduzir a curva do contágio, a curva da circulação do vírus, a curva do óbito, de hospitais superlotados, não tenho leitos disponíveis hoje no hospital de Taquara. Temos 26 leitos e estamos com carga máxima ocupada”, comenta.

Centro Covid Saiba Mais.

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