
“Não vamos conseguir salvar todas as vidas” comenta Ana, secretária de Saúde
Com o aumento dos casos, os serviços do Centro Municipal de Covid de Taquara ultrapassaram o seu próprio recorde diário.
No dia 2 de março (terça-feira), foram registradas 238 acolhimentos, dia com o maior número de atendimentos até o momento.
Anteriormente o maior movimento foi registrado na segunda-feira (1º) onde neste dia receberam tratamento 209 pacientes com suspeita de Covid-19.
Em pedido à comunidade, na manhã desta quarta-feira (3), Ana Maria Rodrigues, diretora da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Taquara, afirmou estar preocupada com os casos ativos e óbitos do vírus registrados no município, o número de pessoas está preocupando a administração que afirma que não está dando conta de tanto atendimentos.
“A velocidade desta nova variante do vírus que está circulando é cinco vezes maior do que a Covid que circulou no ano passado. O agravamento do quadro evolui rapidamente. Anteriormente tínhamos o paciente idoso, com comorbidades sendo atingido, hoje inclusive temos 380% de aumento no RS da ocupação de leitos de UTI com pacientes entre 18 e 30 anos. Então é um paciente jovem que não tem comorbidades e que evolui rapidamente para o uso do oxigênio e intubação”, afirma Ana.
Os números da Taquara indicam e confirmam as palavras de profissionais e técnicos de saúde até ontem (2) na última atualização registrada no edital da Covid, 185 pessoas estão ativas e 117 pessoas suspeitas aguardam resultado. Em Taquara, foi confirmado que 70 pessoas morreram em decorrência de complicações da doença. Se analisarmos, o dia 25 de fevereiro, houve 69 casos ativos e 65 óbitos, e em cinco dias houve 116 doenças ativas e 5 óbitos.
“Nossos movimentos hoje, enquanto Secretaria Municipal de Saúde, é para salvar vidas. E o mais importante de tudo é dizer que as pessoas não estão morrendo aqui em Taquara por falta de atendimento, estão morrendo tendo oxigênio, sendo entubadas. Estão morrendo porque a agressividade do vírus no sistema respiratório imunológico das pessoas jovens está sendo muito maior. Não vamos conseguir salvar todas as vidas, precisamos que as pessoas nos ajudem”, afirma Ana reiterando: “Precisamos reduzir a curva do contágio, a curva da circulação do vírus, a curva do óbito, de hospitais superlotados, não tenho leitos disponíveis hoje no hospital de Taquara. Temos 26 leitos e estamos com carga máxima ocupada”, comenta.
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