• 7 de março de 2026 01:05

Egressos da Universidade Feevale conduzem projeto social em escolas atingidas pela enchente de 2024

ByGabriela Andrighi

dez 21, 2025

Reconstruir Ancestral alcançou 500 crianças de São Leopoldo

Egressos da Universidade Feevale estiveram à frente de um projeto social que beneficiou mais de 500 crianças em São Leopoldo ao longo de 2025. Os coordenadores do Instituto Nzingamband Ismael Martins Boeira, Ananda Oliveira, Catiano Ott e Fernanda Oliveira desenvolveram o Reconstruir Ancestral, projeto cultural desenvolvido a partir dos editais Territórios Criativos, do Programa RS Comunidade.

O projeto teve como propósito a reconstrução e a valorização de espaços escolares e comunitários localizados em um território diretamente atingido pelas enchentes, fortalecendo vínculos, pertencimento e cuidado com o espaço coletivo.

Os coordenadores são egressos dos cursos de Pedagogia e Direito da Instituição, bem como do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social. Atualmente, seguem vinculados à universidade: Boeira e Ananda estão cursando o doutorado, Ott é mestrando e Fernanda é egressa do PPG.

As ações foram realizadas nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Padre Orestes João Estragliotto e Francisco Cândido Xavier, ambas situadas no bairro Santos Dumont. Entre as principais intervenções, destaca-se a restauração da fachada da escola Padre Orestes João Estragliotto, bem como ações artísticas nos muros e espaços internos da escola Francisco Cândido Xavier, por meio de grafite e arte urbana, construídas de forma coletiva com estudantes e artistas locais.

Ao longo de todo o ano, o projeto desenvolveu atividades culturais, artísticas e formativas, envolvendo estudantes, educadores e a comunidade. Foram realizadas oficinas de teatro, escrita criativa, artesanato, economia criativa, além de formações e rodas de conversa sobre questões étnicas e raciais, que atravessaram todo o desenvolvimento do trabalho. Também ocorreram oficinas de grafite, arte urbana e recreios culturais, ampliando o diálogo entre escola, território e comunidade.

Como ação de encerramento, o projeto promoveu melhorias da Praça Bom Viver, espaço comunitário do bairro, envolvendo moradores em um grande movimento coletivo, com melhorias na estrutura, plantio de mudas, conserto de brinquedos e reorganização do espaço, reafirmando a praça como território de convivência e bem viver.

Boeira, destaca a forte participação comunitária na construção do Reconstruir Ancestral. Esse comprometimento, diz ele, articulou cultura, educação e território, produzindo impactos positivos em um bairro marcado por desafios, mas também por potência coletiva.

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