Reconstruir Ancestral alcançou 500 crianças de São Leopoldo
Egressos da Universidade Feevale estiveram à frente de um projeto social que beneficiou mais de 500 crianças em São Leopoldo ao longo de 2025. Os coordenadores do Instituto Nzingamband Ismael Martins Boeira, Ananda Oliveira, Catiano Ott e Fernanda Oliveira desenvolveram o Reconstruir Ancestral, projeto cultural desenvolvido a partir dos editais Territórios Criativos, do Programa RS Comunidade.
O projeto teve como propósito a reconstrução e a valorização de espaços escolares e comunitários localizados em um território diretamente atingido pelas enchentes, fortalecendo vínculos, pertencimento e cuidado com o espaço coletivo.
Os coordenadores são egressos dos cursos de Pedagogia e Direito da Instituição, bem como do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social. Atualmente, seguem vinculados à universidade: Boeira e Ananda estão cursando o doutorado, Ott é mestrando e Fernanda é egressa do PPG.
As ações foram realizadas nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental Padre Orestes João Estragliotto e Francisco Cândido Xavier, ambas situadas no bairro Santos Dumont. Entre as principais intervenções, destaca-se a restauração da fachada da escola Padre Orestes João Estragliotto, bem como ações artísticas nos muros e espaços internos da escola Francisco Cândido Xavier, por meio de grafite e arte urbana, construídas de forma coletiva com estudantes e artistas locais.
Ao longo de todo o ano, o projeto desenvolveu atividades culturais, artísticas e formativas, envolvendo estudantes, educadores e a comunidade. Foram realizadas oficinas de teatro, escrita criativa, artesanato, economia criativa, além de formações e rodas de conversa sobre questões étnicas e raciais, que atravessaram todo o desenvolvimento do trabalho. Também ocorreram oficinas de grafite, arte urbana e recreios culturais, ampliando o diálogo entre escola, território e comunidade.
Como ação de encerramento, o projeto promoveu melhorias da Praça Bom Viver, espaço comunitário do bairro, envolvendo moradores em um grande movimento coletivo, com melhorias na estrutura, plantio de mudas, conserto de brinquedos e reorganização do espaço, reafirmando a praça como território de convivência e bem viver.
Boeira, destaca a forte participação comunitária na construção do Reconstruir Ancestral. Esse comprometimento, diz ele, articulou cultura, educação e território, produzindo impactos positivos em um bairro marcado por desafios, mas também por potência coletiva.
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